Abordagens de Modelagem de Ameaça
Existem várias abordagens para começar a modelar ameaças. As diferentes metologias utilizadas no mercado para modelar ameaças seguem algumas dessas abordagens e assim listam passo a passo do que fazer para modelar ameaças em seu projeto.
Em geral, são 3 abordagens: - Centrada em Aplicação - Centrada em Ativos/Risco - Centrada em Ataques
Modelagem Centrada em Aplicação
Público-Alvo envolvido: time de desenvolvedores.
- Compreenda e visualize a aplicação na qual você está trabalhando. Como resultado, crie um Diagrama de Fluxo de Dados
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Liste ameaças para cada elemento do DFD a partir de um Modelo de Classificação de Ameaças.
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Ranqueie cada ameaça com base no Modelo de Classificação de Ameaças.
Modelos de Classificação de Ameaças são modelos que determinam quais lugares/momentos/sistemas são sucetívies a quais ameaças. Exemplos: STRIDE, Owasp Top 10.
- Benefícios
- Garante um entendimento comum do funcionamento da aplicação.
- Gera maior compartilhamento de conhecimento.
- Desvantagens
- Necessita boa documentação.
- Pode ser difícil de abstrair ameaças a partir a aplicação.
- Pode ser difícil de perceber bugs e vulnerabilidades de uma aplicação que você mesmo contruiu.
Modelagem Centrada em Ativos/Risco
Público-Alvo envolvido: stakeholders.
- Crie uma lista de ativos.
- Compreenda cada ativo e como eles funcionam no sistema. Como resultado, produza um Diagrama de Fluxo de Dados
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Para cada ativo, procure ameaças que possam atingi-lo.
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Benefícios
- Quando a equipe já conhece os ativos, essa abordagem acaba sendo o caminho mais natural a se seguir.
- Os ativos estão sempre em foco. Dessa forma sempre sabemos o que temos que proteger, tornando essa abordagem mais objetiva para pessoas menos técnicas.
- Mais compreensível e amigável para pessoas próximas ao negócio.
- Útil para quando se faz auditorias de avaliação de riscos
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Malefícios
- Pode ser complicado traduzir ativos para os componentes de Diagramas de Fluxos de Dados.
- Pode ser complicado extrair ameaças dos ativos.
- Ao focarmos nos ativos, o entendimento do sistema da aplicação em si fica em segundo plano. Como muitas ameaças da modelagem de ameaças de um sistema aparecem principalmente sobre aspectos técnicos, isso pode atrasar a modelagem em si.
Modelagem Centrada em Ameaças
Público-Alvo envolvido: pentesters
- Criar uma lista de atores de ameaças com seus:
- motivos;
- recursos; e
- possíveis ataques
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A partir do passo anterior, já é possível extrair uma lista de ameaças.
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Benefícios
- Torna os ataques mais visíveis e explicáveis.
- Pode ser divertido de produzir.
- Malefícios
- Extremamente enviesado.
- Pode gerar cenários de ameaças pouco práticos, mais parecidos com filmes.
- Necessita de pessoas com conhecimento em segurança de aplicações. A falta de pessoas com o conhecimento pode gerar cenários de ameaça faltando.